quinta-feira, 4 de julho de 2013
Com a presença de artistas, Senado aprova projeto de lei com novas regras para o direito autoral
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Saiba como a lei encara ofensas pela internet
terça-feira, 5 de junho de 2012
Comentários e anúncios do Facebook não influenciam usuários
sexta-feira, 23 de março de 2012
Pedido de patente da Apple nos EUA prevê iPhone feito de vidro

As especificações do aparelho incluem uma tela de cristal líquido sensível ao toque posicionada abaixo do tubo transparente e a vedação hermética das duas partes para criar um dispositivo eletrônico durável, resistente à água e esteticamente agradável - sem emendas na parte externa. Mesmo de vidro, o aparelho seria resistente a arranhões e choques. O documento menciona áreas em que o vidro será opaco, para proteger componentes.
A justificativa da mudança no design e material de produção do dispositivo cita o desafio que é para as fabricantes conectar tantos parafusos pequenos e várias camadas de materiais metálicos, "de modo que o processo de montagem pode se tornar demorado e complicado", diz a Apple.
Na quinta-feira, fontes da imprensa sul-coreana afirmaram que a Apple vai aumentar a tela do iPhone para 4,6 polegadas e lançará o próximo modelo por volta do segundo trimestre. A Samsung, que fornece telas para a Apple, já usa telas OLED de 4,6 polegadas no seu smartphone Galaxy S II.
Fonte: DIGITAL E MÍDIA
Facebook compra 750 patentes da IBM para se defender da Yahoo
SÃO FRANCISCO - O Facebook adquiriu centenas de patentes da International Business Machines Corp, conhecida popularmente pela sigla IBM, dizem fontes da Reuters. A rede social está fazendo a compra das licenças em um esforço para reforçar o seu portfólio de propriedade intelectual, após a Yahoo mover uma ação judicial contra a companhia.As 750 patentes da IBM cobrem uma ampla variedade de tecnologias como software e redes, segundo uma pessoa próxima ao assunto. Um porta-voz do Facebook disse que a empresa não irá fazer nenhum comentário sobre a aquisição e a IBM também não se pronunciou sobre o caso.
A Yahoo está processando o Facebook e moveu no início do mês um processo contra a rede social acusando a companhia de violar dez de suas patentes - incluindo licenças de tecnologia para a publicidade on-line.
Um clássico método de defesa entre as empresas acusadas de violar patentes é o de fazer uma "contra ameaça" à acusadora usando suas próprias licenças. Mas a Yahoo possui mais patentes de tecnologia do que o Facebook. Antes da compra das licenças da IBM pela rede social, a Yahoo tinha mais de 3.300 patentes e pedidos de patentes publicados, de acordo documentos do governo dos Estados Unidos.
Ao Facebook foram concedidas 56 patentes e 503 aplicações de patentes até 31 de dezembro do ano passado no país, informou a empresa em um comunicado recente à Securities and Exchange Commission. A maior rede social do mundo está se preparando para uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) que pode avaliar a empresa em até US$ 100 bilhões e solucionar questões legais é uma urgência para a companhia.
O Facebook também teve 33 patentes e 149 pedidos de patentes registrados em países estrangeiros, de acordo com os documentos do IPO. A empresa com sede em Menlo Park, Califórnia, pretende levantar US$ 5 bilhões com a abertura de capital aguardada por muitos investidores.
- Eles precisam ter mais armas em seu arsenal - disse Thomas Scott, um advogado do Goodwin Procter LLP, em Washington, à Bloomberg.
Não foi revelado o valor pago pelo Facebook pelas centenas de patentes da IBM. Mas, segundo fontes, as empresas de tecnologia que buscam construir portfólios têm pressionado os compradores a pagar preços altos por suas licenças de propriedade intelectual. A Google fechou um acordo para adquirir a Motorola Mobility no ano passado por US$ 12,5 bilhões e disse que o conjunto de patentes foi o principal motivo para realizar a transação.
O acordo entre Google e Motorola ocorreu logo após a Nortel Networks vender cerca de seis mil patentes por US$ 4,5 bilhões a um consórcio liderado pela Apple, depois que a Google desistiu de disputar o pacote.
A transação entre IBM e Facebook foi revelada primeiro pela Bloomberg.
Fonte: DIGITAL E MIDIA
quinta-feira, 22 de março de 2012
PF prende em Curitiba acusados de manter site racista e homofóbico

SÃO PAULO - A Polícia Federal em Curitiba deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Intolerância e prendeu Emerson Eduardo Rodrigues e Marcello Valle Silveira Mello, acusados de manter um site que trazia mensagens de apologia de crimes graves e de violência contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus, além de incitar abuso sexual de menores.
Rodrigues seria o responsável, de acordo com a Polícia Federal, pelo domínio silviokoerich.org. No espaço, ele postava fotos de mulheres ensanguentadas, dizendo que elas mereciam morrer por manterem relações com homens negros. Usando o apelido “Búfalo Viril”, o suspeito também chegou a postar uma mensagem de apoio ao homem de 22 anos que quebrou o braço de uma moça de 19 anos, em Natal, após ela ter se recusado a beijá-lo.
Após o massacre de Realengo, que deixou 12 crianças mortas no ano passado, o site trouxe uma mensagem afirmando que o “búfalo estava rindo” do acontecimento.
Em outro conteúdo, o “búfalo viril” trazia comentários sobre a “impossibilidade” da Polícia Federal em localizá-lo, por ter seu site hospedado em um provedor fora do Brasil.
As investigações foram conduzidas pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos, uma Unidade Especializada da PF. A unidade vinha recebendo várias denúncias contra o domínio.
No site da ONG SaferNet, onde se monitoram casos de apologia à violência e racismo, foram registraram 69.729 (até 14.04.12) pedidos de providências a respeito do conteúdo criminoso, um número recorde da participação de populares no controle do conteúdo da internet brasileira.
A PF ainda cumpre mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal para examinar residências e locais de trabalho dos criminosos em busca de elementos materiais da responsabilidade criminal. O suspeito pode responder pelos crimes de incitação/indução à discriminação ou preconceito de raça, por meio de recursos de comunicação social (Lei 7716/89); incitação à prática de crime (art. 286 do Código Penal) e publicação de fotografia com cena pornográfica envolvendo criança ou adolescente (Lei 8069/90-ECA).
Na decisão judicial que decretou a prisão preventiva dos criminosos, consta que “Elementos concretos colhidos na investigação demonstram que a manutenção dos investigados em liberdade é atentatória à ordem pública. A conduta atribuída aos investigados é grave, na medida em que estimula o ódio à minorias e à violência a grupos minoritários, através de meios de comunicação facilmente acessíveis a toda a comunidade. Ressalto que o conteúdo das ideias difundidas no site é extremamente violento. Não se trata de manifestação de desapreço ou de desprezo a determinadas categorias de pessoas (o que já não seria aceitável), mas de pregar a tortura e o extermínio de tais grupos, de forma cruel, o que se afigura absolutamente inaceitável.”
Em nota, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República elogiou a operação da PF.
“Este caso emblemático reforça a importância da ampla divulgação da central Disque 100, para que o Estado, a partir do olhar atento da sociedade, da Justiça e dos órgãos de segurança pública, possam identificar e combater crimes semelhantes a este em todo o território nacional”
O Disque 100 é um serviço nacional de denúncia contra violações aos direitos humanos.
Fonte: O GLOBO
Bairro do Recife abriga escritório de novas empresas e polo de tecnologia

É a periferia de um mercado ainda emergente. Recife, a planície que já foi mangue e palco do manguebeat, inusitada mistura de maracatu, rock, hip hop, funk e música eletrônica.
Terra de Chico Science, o ícone do renascimento cultural de Pernambuco nos anos 90. A estátua de Science, na rua da Moeda, não permite que ninguém esqueça. Mas na outra esquina é o novo CEP da inovação tecnológica do Brasil.
O endereço é o bairro do Recife Antigo. Cenário do auge e da decadência de Pernambuco. Era do porto que vinha a riqueza do estado nos anos do açúcar. Com o fim do ciclo exportador, os prédios foram sendo abandonados e na última década com a instalação de um polo de tecnologia, os escritórios das novas empresas ocuparam velhos armazéns de açúcar, bancos, o antigo comércio. Revitalizar o porto para reinventar a economia da região.
Duzentas companhias, seis mil funcionários, R$ 1 bilhão em faturamento. O bairro já ficou pequeno. Coisa mais difícil no local é estacionar, os prédios antigos não têm garagem subterrânea e quase todo mundo vai trabalhar de carro.
A área é zona azul digital. Procurar pelo vendedor de talões vai parecer antiquado. O motorista paga pelo período por meio do celular e é via rede que o agente de trânsito checa a placa do carro.
"O usuário ompra os créditos pela internet, ativa o cartão ele mesmo pelo aplicativo ou pela ligação que ele faz", explica o diretor de tecnologia da Sertel, Alberto Vandrunen.
Soluções de mobilidade urbana é a especialidade de uma empresa nascida e ancorada no porto. É dela o software que no Rio de Janeiro gerencia o aluguel de bicicletas. Pelo aplicativo do celular, é possível saber onde fica o estacionamento mais próximo. Alugar, pagar e devolver em outro ponto.
Os 99% dos clientes que compram a tecnologia produzida no Porto Digital estão fora de Pernambuco. Há dez anos, antes do polo, o Recife não exportava ideias inovadoras, exportava cérebros.
"O que antes era uma fuga de cérebros para fora, a gente está atraindo capital humano para trabalhar ou empreender em Pernambuco", fala o consultor de empreendedorismo do Porto Digital, Eiran Sims.
A rede social do C.E.S.A.R - Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, divulga oportunidades de emprego todos os dias. Atrás de uma delas que o engenheiro de Belo Horizonte, Henrique Foresti, desembarcou.
"Então hoje eu vejo o Recife como um cartão postal na área de tecnologia do Brasil. é muito positivo estar por aqui sim".
Henrique trabalha num projeto de R$ 6 milhões. O Vant, Veículo Aéreo Não Tripulável, foi importado dos Estados Unidos depois de uma longa burocracia. É um equipamento bélico, mas com o software brasileiro, vai servir para monitorar as redes de transmissão da hidrelétrica do São Francisco. Ele é totalmente autônomo, capaz de decolar com uma missão, executar e voltar para base, mas durante o voo ele vai mandando imagens da atividade por meio dessas câmeras instaladas. Uma delas é térmica e prefeita para mostrar possíveis defeitos numa rede de transmissão.
"A gente acredita que Recife tem um encontro marcado com o sucesso que é inadiável", fala o diretor de negócios do C.E.S.A.R, Guilherme Cavalcanti.
É recente o grafite na entrada da incubadora, onde crescem os embriões de novas empresas. O polo não é mais só software, hardware e chip. É sede da chamada economia criativa. Produtores de conteúdo para quem a tecnologia é só uma ferramenta. Vale a criatividade dos talentos.
Nessa segunda década, o Porto Digital que não é só software, hardware e chip, o que cresce dentro dos prédios é a chamada economia criativa, formada por empresas produtoras de conteúdo, que usam a tecnologia como ferramenta. A matéria-prima delas é a criatividade dos talentos.
"É uma forma de relaxar e de parar para pensar, chega ao trabalho, você não está conseguindo pensar direito nele, você vem pra cá, dá uma relaxada pensa um pouco e volta com todo o gás", avisa a ilustradora Valeska Martins.
A Dacor faz jogos voltados para educação e é uma das representantes dessa nova geração do porto. "É fisgar os alunos e conquistá-los para que eles tenham o desejo de continuar se desenvolver em música", diz o diretor da Dacor, Américo Nobre Amorim.
O jogo que ensina a tocar bateria foi o aplicativo de celular e tablet mais vendido na Europa e nos Estados Unidos, em 2010.
Os empresários apostam também em software que ensina música em escolas públicas e particulares com linguagem de videogame atende alunos de várias idades.
No lugar da partitura, o software acelera o aprendizado na sala de aula, o que um aluno no método tradicional, levaria de seis a oito meses para começar a entender, eles aprendem em três meses.
Quando se lançou para o mundo, na década de 90, a banda pernambucana Mundo Livre S/A precisou da tecnologia instalada no Sudeste para produzir seus CDs.
Agora, o Porto Digital deve ser uma alternativa para as novas bandas da rua da Moeda, onde nasceu o manguebeat de Science. No segundo semestre, começarão a ser instalados estúdios de gravação de CDs, estúdios de cinema. Um polo cultural digital.
(O texto original desta reportagem dizia que Américo Nobre Amorim é diretor da Jynks. A informação correta é que Américo Nobre Amorim é diretor da Dacor, empresa que produz jogos e aplicativos que ensinam música).
Fonte: JORNAL DA GLOBO

