segunda-feira, 30 de maio de 2011

Arctic Monkeys libera disco em site oficial antes do lançamento

O Arctic Monkeys colocou seu novo trabalho para audição na íntegra em seu site oficial. O álbum, "Suck It and See", será lançado oficialmente apenas na próxima segunda-feira (6).

"Suck It and See" pode ser ouvido no site www.arcticmonkeys.com.


O álbum é o quarto trabalho de estúdio da banda inglesa e primeiro desde "Humbug", de 2009. Ele foi gravado em Los Angeles com produção de James Ford, que já havia trabalhado com o Arctic Monkeys em seus dois discos anteriores.

sábado, 28 de maio de 2011

Cerca de 4% dos adolescentes nos EUA são viciados em internet

Um em cada 25 adolescentes nos Estados Unidos relatou uma "necessidade irresistível" de estar conectado à internet, sentimentos de tensão quando não estava on-line ou afirmou que tentou parar de acessar ou diminuir o tempo que passa na web, de acordo com um estudo norte-americano.

A pesquisa com mais de 3.500 estudantes do colegial no Estado de Connecticut também revelou que adolescentes com "uso problemático da internet" estão mais propensos que seus colegas a ficarem deprimidos ou agressivos e a usarem drogas.

Mas o líder da pesquisa, Timothy Liu, da Universidade de Yale, e seus colegas dizem que não poderiam provar uma conexão direta de "causa e efeito" entre os hábitos na internet, a depressão e o uso de drogas.

"O uso problemático da internet pode estar presente em cerca de 4% dos colegiais dos EUA", escreveram os autores do estudo em um jornal de psicologia clínica.

"Ela (web) pode estar associada à depressão, ao uso de substâncias ilícitas e a comportamentos agressivos. Garotos do colegial, no entanto, podem fazer uso mais frequente da internet e estar menos conscientes dos problemas relacionados a isso."

O estudo consultou estudantes de dez escolas diferentes em Connecticut, fazendo mais de 150 questões sobre saúde, comportamentos de risco e impulsividade --incluindo sete questões sobre uso da internet.

Fonte: FOLHA.COM

quinta-feira, 26 de maio de 2011

iTunes chega ao Brasil em outubro pelo varejo

Depois de anos de expectativa dos internautas brasileiros, o serviço de venda de músicas digitais da Apple, o iTunes Store, finalmente tem data e estratégia definidas para estrear no país, informa reportagem de Camila Fusco para a Folha.
A previsão é que a partir de outubro cartões pré-pagos sejam vendidos no varejo brasileiro para que os usuários possam, mesmo sem cartão de crédito, baixar aplicativos, músicas e vídeos legalizados do serviço da Apple.
Segundo a Folha apurou, os preços dos cartões são R$ 10, R$ 20 e R$ 40. Serão vendidos inicialmente nas principais redes de revenda de produtos da Apple, como Fast Shop, Fnac e Extra.
As últimas negociações para o início do serviço no segundo semestre estão sendo conduzidas nesta semana.
De acordo com executivos ouvidos pela reportagem, os preços dos arquivos deverão estar em reais.
Procurada, a Apple não se pronunciou.

Ex-supervisora diz que Ecad já sabia de fraudes no carnaval e órgão rebate denúncias

Regiane Jonas Bela é uma mulher de longos cabelos louros que hoje ganha a vida como coordenadora de uma creche municipal em São Paulo. Em 2006, no entanto, ela acompanhou de perto a extinção do Núcleo de Coleta de Dados (NCD) que o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) mantinha na capital paulista. Era a supervisora do setor responsável por processar todas as informações musicais do carnaval daquele ano e foi uma das 30 pessoas demitidas pelo escritório - ela e outras 16 por justa causa - por suspeita de envolvimento num golpe que pretendia manipular o sistema de amostragem que o Ecad usa para pagar os direitos autorais de todos os músicos do país.
Na tarde de segunda-feira Regiane recebeu O GLOBO para uma entrevista e, segurando o choro, lembrou que, em decorrência da crise de 2006, ficou dois anos desempregada e enfrentou um quadro clínico de depressão.
- Os fiscais do Ecad faziam o trabalho deles, que era chegar ao local (bares com música ao vivo) e gravar o que estava sendo tocado - contou a coordenadora em frente à creche onde trabalha, no Museu do Ipiranga. - Muitas vezes as gravações mostravam que um mesmo compositor conseguia executar 50 músicas em menos de uma hora, e nós cansamos de avisar ao pessoal do Rio que tinha caititu demais nas coletas de dados feitas. Eles respondiam dizendo que era assim mesmo.

Fraude entre músicos e bares

"Caititu", nome de uma espécie de porco do mato, é usado, no jargão interno do Ecad, para identificar os compositores sem expressão nacional que tentam manipular o sistema de amostragem do escritório para elevar a pontuação de seu repertório e, assim, receber um pouco mais pelas execuções públicas de suas obras. Em 2006, Joselito Macedo e outros 13 membros de sua família apareceram no sistema do Ecad e chamaram a atenção do setor de distribuição da entidade por serem compositores tão tocados quanto grandes nomes do carnaval brasileiro.
As demissões por justa causa de Regiane e dos outros 16 funcionários do NCD que ela supervisionava e que perderam seus direitos trabalhistas foram contestadas e revertidas pela Justiça. De acordo com o advogado do grupo, Donovan Neves de Brito, o Ecad acusou injustamente seus funcionários, alguns com 20 anos de casa, e terá que pagar uma indenização média de R$ 30 mil para cada um deles.
- A coordenadora que ficava no Rio (a então gerente de distribuição), Márcia Cristina de Melo, enviava para São Paulo as listas dos estabelecimentos que teriam material coletado. Entre 2003 e 2005, ela foi notificada diversas vezes sobre o número excessivo de caititus e nada fez - sustentou o advogado. - Em 2006 o Ecad demitiu todo mundo usando essas listas, feitas unilateralmente, por eles mesmos, como prova de fraude.
Segundo Regiane, o setor que ela supervisionava nunca foi conivente com nenhum tipo de crime ou caititu. A tentativa de fraude, diz ela, ficava apenas entre os músicos e os bares fiscalizados.
- Os compositores que tentavam fraudar o sistema estavam aliados a pequenos bares de música ao vivo. Não cobravam cachê para tocar neles desde que fossem avisados sobre a visita de um fiscal do Ecad. Aí, quando o fiscal chegava, colocavam a própria música para tocar o tempo todo.

Ecad rebateu denúncias

No sábado, o GLOBO denunciou uma série de irregularidades no Ecad - de déficit que vira superávit a bailes de carnaval em que são tocadas músicas de apenas um compositor, passando por vales-refeição emitidos em nome de funcionários já demitidos e embolsados por terceiros.
Na segunda-feira, o Ecad lançou um hotsite para rebater as denúncias de descontrole administrativo. Nele, informa que, no caso do golpe do carnaval, supostamente orquestrado pelos Macedo, foi realizada uma auditoria interna que se debruçou sobre todo o trabalho do NCD e que o núcleo foi extinto por conta "da comprovação do envolvimento direto" de seus funcionários na distorção da amostragem. O Ecad ressalta ainda que um novo setor foi montado no Rio de Janeiro, com a contratação de novos funcionários, e que há uma investigação policial em curso.

Fonte: O GLOBO

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ex-Facebooker Dave Morin: Não se pode ser amigo de todos.

Pense nos milhares relacionamentos on-line que você gerencia em sites como Twitter, Facebook e LinkedIn. Pensou? Alguma vez já se pegou perguntando: quem é essa pessoa comentando no meu mural?

Uma pesquisa feita recentemente na universidade de Oxford revelou que um indivíduo é incapaz de ser verdadeiramente amigo de mais de 50 pessoas ao mesmo tempo. O cérebro humano também seria incapaz de gerenciar uma rede social superior a 150 pessoas.

Pensando nisso, um ex empregado do Facebook chamado David Morin criou uma rede social chamada Path, com limite para apenas 50 amigos. O objetivo é aproximar seus amigos mais queridos proporcionando maior intimidade e compartilhamento.

Path foi criado para aumentar a conexão entre amigos e familiares, desenvolvendo um relacionamento mais profundo entre os seus 50 amigos mais próximos – disse Morin em numa recente entrevista concedida durante uma conferência de tecnologia no Texas.

A configuração é familiar. Trata-se basicamente um aplicativo de compartilhamento de fotos e espaço para comentários.

Morin afirma que reduzindo o número de contatos, se abre um canal para ser quem você realmente é, podendo falar de seus problemas, reclamar do seu chefe, dizer que está doente, diferentemente do que acontece nas outras redes sociais.


Na América Latina, cibercriminosos usam USB e sites para atacar

Os principais meios usados pelos cibercriminosos para atacar usuários na América Latina são os dispositivos USB e os sites, segundo levantamento da Kaspersky divulgado nesta terça-feira (24). Os dados são referentes ao primeiro trimestre de 2011 na América Latina e no Caribe.
Os dados também mostram que a maior parte das vítimas de ataque na região está no Brasil --onde vivem 34% dos atacados. Em segundo lugar, está o México e, em terceiro, a Venezuela.
"As duas primeiras posições da lista de vítimas por região são facilmente justificadas, uma vez que se tratam dos países com maior população e alto grau de adoção de internet", diz o comunicado da Kaspersky.

A empresa também afirma que a "imensa maioria" dos programas maliciosos têm o objetivo de roubar dinheiro ou praticar algum crime que traga vantagens econômicas ao cibercriminoso.

Fonte: FOLHA

sábado, 21 de maio de 2011

Documentos revelam irregularidades no Ecad, entidade que administra dinheiro dos músicos

Um exame dos últimos sete anos de gestão do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) revela um quadro de descontrole administrativo na entidade que recolhe e paga os direitos autorais dos músicos do país. Entre 2004 e 2011, o escritório colecionou casos de manobra contábil para transformar déficit em superávit, de maquiagem de previsões de arrecadação para elevar a premiação dos gestores, de envolvimento de funcionários em golpes financeiros, de quebra de contratos e de substituição de auditoria externa em pleno exercício fiscal.

O cruzamento de documentos internos com atas de assembleias gerais detalha o funcionamento do órgão que arrecadou R$ 433 milhões só no ano passado. Esta semana, o Senado aprovou a instalação de uma CPI para apurar a denúncia feita pelo GLOBO de que o Ecad pagou R$ 127,8 mil a um falso compositor, que se fez passar por Milton Coitinho dos Santos, um motorista de Bagé (RS). O painel de trapalhadas no Ecad, com quase um caso por ano, começa com a conversão do dinheiro recolhido pela entidade e destinado ao pagamento dos músicos em receita operacional do próprio escritório, para tirar suas contas do vermelho.

Em 29 de abril de 2004, durante a 294ª assembleia geral do Ecad, decidiu-se que um total de R$ R$ 1.140.198, que constava no sistema do escritório há cinco anos como crédito retido, seria utilizado para "abater o déficit operacional" da entidade.

Crédito retido é o nome dado internamente ao dinheiro que o Ecad arrecada e não consegue repassar aos artistas por não saber identificar corretamente seu destinatário. Segundo o regulamento do escritório e de diversas instituições homólogas em outros país, depois de cinco anos, o crédito retido deve ser integralmente distribuído entre todos os artistas associados. Em 2004, no entanto, a assembleia geral das nove associações que compõem seu colegiado preferiu transformar o dinheiro dos músicos em receita. Com isso, o Ecad publicou um superávit de R$ 444 mil em vez de um déficit de cerca de R$ 700 mil.

A medida encontrou a rejeição de dois dirigentes da Sociedade Brasileira de Administração e Proteção dos Direitos Intelectuais (Socinpro), uma das nove associações. Na ata de número 295, os dirigentes Silvio Cesar e Jorge Costa acusam o Ecad de praticar um "ilícito civil e criminal" ao aprovar a conversão e ameaçam divulgar nos meios de comunicação que o escritório está "utilizando o crédito do compositor, do artista, do músico e dos demais titulares para pagar déficit operacional". Sua queixa não surte efeito, e as demais associações mantêm sua posição favorável à medida.

No mesmo dia, a assembleia geral aprova também um plano de reajuste salarial de 6% para seus funcionários. O objetivo, segundo consta na ata 294, era "minimizar a diferença existente entre os salários pagos pelo Ecad e o mercado de trabalho, principalmente no que se refere aos níveis 8 em diante". Estão enquadrados nesses níveis todos os cargos gerenciais do escritório.

Falsos bailes no carnaval de 2006

Em 2006, uma família de São Paulo de sobrenome Macedo teria tentado fraudar o sistema de distribuição do Ecad. O caso provocou a demissão de 31 funcionários do escritório paulista, 17 por justa causa, e levou à extinção do Núcleo de Coleta de Dados do Carnaval, que funcionava na capital paulista e monitorava as comemorações em todo o país.

No suposto golpe, Joselito Ribeiro de Macedo, o "Astro da Sanfona", e outros 13 integrantes de sua família informaram ao Ecad que haviam promovido bailes de carnaval em que só tinham sido executadas músicas de sua própria autoria. A manipulação das planilhas de execução - que teria contado com o apoio de fiscais do escritório - elevou a pontuação do repertório dos Macedo no cálculo de rateio dos direitos autorais recolhidos.

2008: golpe nos vales-refeição

No dia 8 de agosto de 2008, a 10ª Delegacia de Polícia, em Botafogo, abriu um inquérito para investigar o envolvimento de Alessandra das Mercês Borgi, funcionária do Departamento Pessoal do Ecad, num caso de estelionato. Dias antes, ela fora demitida por justa causa do Ecad, sob a acusação de aplicar um golpe de R$ 750 mil.

Alessandra, que até então era responsável pela solicitação e emissão de vales-refeição e alimentação para os funcionários do Ecad, teria pedido esses benefícios à instituição financeira que geria o serviço sem o conhecimento de diversos favorecidos, alguns deles, inclusive, trabalhadores já demitidos do escritório. Em vez de entregá-los aos trabalhadores, teria embolsado todo o valor.

O golpe de Alessandra, que teria agido durante um período de tempo ainda desconhecido, desfalcou em R$ 750 mil a receita operacional do escritório - para se manter, o Ecad retém 17,5% de todos os direitos autorais que arrecada. A verba recebe o nome de receita operacional, e o Ecad chegou a pedir ressarcimento à instituição financeira que acolheu os pedidos de Alessandra, mas o pleito foi negado, segundo o escritório.

O inquérito está em andamento, e Alessandra, segundo sua advogada, encontra-se incomunicável.

Em 2009, Ecad trocou auditores

Contratada por decisão da assembleia geral do Ecad realizada em 11 de agosto de 2009, a BDO Trevisan, auditoria com tradição no mercado, teve o trabalho interrompido após divergências com os gestores da entidade. Como faz normalmente em suas auditorias, ela solicitou uma lista de documentos ao escritório depois de conhecer as suas rotinas. Em vez de atender o pedido, que incluía contratos com empresas tercerizadas e o detalhamento dos sistemas de arrecadação e distribuição dos direitos autorais, a direção da entidade preferiu defender, na assembleia do colegiado, a substituição da Trevisan por outra auditoria.

Foi assim que, cerca de dois meses depois de tentar analisar e validar as contas do Ecad, a Trevisan foi substituída pela Martinelli, cujo trabalho teve um alcance restrito. Ela não recebeu os R$ 58 mil que ficaram registrados na ata 359 da assembleia do Ecad, mas uma indenização por rescisão de contrato.

Na ata 363, que registra a troca de auditores, não consta nenhuma explicação para a substituição no meio do processo.

Ouvido pelo GLOBO, Clóvis Ferreira Júnior, gerente comercial da Martinelli, disse que nada do que fora apurado pela Trevisan, antes da dispensa, foi aproveitado. A própria superintendente do Ecad, Glória Braga, admitiu que o trabalhou ficou restrito à análise dos números do balanço, sem entrar nos processos internos do escritório.

Em entrevista, Glória teve dificuldades para lembrar o nome da última empresa a auditar as contas do Ecad, uma entidade que, só no ano passado, arrecadou R$ 433 milhões em direitos autorais. A ajuda dos repórteres encerrou o constrangimento: foi a desconhecida Directa.