quinta-feira, 21 de junho de 2012

Saiba como a lei encara ofensas pela internet



1) Existem leis específicas para crimes contra a honra cometidos pela internet?
Não. Ofensas feitas na rede são encaradas pela Justiça brasileira à luz dos mesmos artigos do Código Penal que se referem a comentários feitos em qualquer outro espaço.
2) O fato de a ofensa ter sido feito pela internet pode agravar a pena?
Sim. Um inciso do capítulo do Código Penal sobre crimes contra a honra diz que as penas aumentam em um terço "na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria", como é o caso da internet.
3) Declarações feitas de forma anônima podem redundar em processos?
Sim. Ocultar o nome na internet não garante o anonimato perante a Justiça. Com os dados do IP da máquina de onde partiu a ofensa, fornecidos pelo provedor da conexão, é possível localizar o autor de um comentário.
4) O provedor da conexão é obrigado a fornecer dados de IP do autor da ofensa?
Sob ordem judicial, sim. No entanto, não há nenhuma lei no Brasil que determine um tempo mínimo durante o qual os provedores são obrigados a guardar os dados de conexão de seus usuários.
Fonte: FOLHA.COM

terça-feira, 5 de junho de 2012

Comentários e anúncios do Facebook não influenciam usuários


SÃO FRANCISCO - Quatro em cada cinco usuários do Facebook jamais adquiriram um produto ou serviço como resultado de anúncios ou comentários encontrados na rede social, segundo uma pesquisa feita pela Reuters/Ipsos. O resultado é o mais recente sinal de que a companhia terá dificuldades para converter sua base de mais de 900 milhões de usuários em uma fonte fixa de receita publicitária para acalmar acionistas.

A pesquisa online também revelou que 34% dos usuários do Facebook consultados dedicam menos tempo ao site agora do que há seis meses, enquanto apenas 20% ampliaram seu tempo de uso na plataforma.

As conclusões exaltam as preocupações dos investidores sobre a capacidade de faturamento do Facebook, o que resultou em queda de 29% nas ações da companhia desde a estreia na bolsa, no mês passado, reduzindo o valor de mercado da empresa em cerca de US$ 30 bilhões. A avaliação do site caiu de US$ 104 bilhões para 70 bilhões. A ações da empresas são negociadas nesta terça-feira a US$ 26 na Nasdaq.

Ainda de acordo com o levantamento, cerca de 44% dos entrevistados afirmaram que a estreia das ações da empresa no mercado, vista como problemática por investidores, os tornou menos favoráveis ao Facebook. Nos Estados Unidos, apenas 21% dos 1.032 americanos participantes disseram não ter uma conta no Facebook.

As entrevistas foram realizadas pela internet entre 31 de maio e 4 de junho.

Facebook tem desempenho pior do que e-mail marketing

Os 900 milhões de usuários da rede social fazem do Facebook um dos mais populares sites da internet, desafiando companhias estabelecidas no setor como a Google e também a Yahoo. Nem todo mundo está convencido de que a companhia conseguiu descobrir como traduzir sua popularidade em um modelo de negócios que justifique sua generosa avaliação.

Embora a pesquisa não tenha considerado de que maneira outras formas de publicidade afetam o comportamento dos membros, um estudo conduzido em fevereiro pelo grupo de pesquisa eMarketer sugeriu que o Facebook tem desempenho pior do que e-mail marketing ou publicidade via mala direta no que tange a influenciar as decisões de compra.

- A pesquisa mostra que o Facebook terá trabalho para conseguir que sua publicidade seja mais relevante para as pessoas - disse a analista do grupo eMarketer, Debra Williamson. As preocupações se agravaram no mês passado quando a General Motors, a terceira principal anunciante nos Estados Unidos, disse que poderia deixar de pagar por publicidade no site.

O Facebook não quis fazer comentários sobre a pesquisa e se limitou a citar casos como o da empresa Nutella, cujas vendas aumentaram 15% graças ao plano de publicidade no Facebook. Assim como o restaurante Applebee, cujos anuncios no Facebook fizeram triplicar seus rendimentos.

A rede social compete no setor de publicidade online com a Google, cujo motor de buscas é o mais usado em todo o mundo. A gigante de internet gerou US$ 38 bilhões em receita de anúncios durante o ano de 2011. Os anúncios exibidos nos resultados de busca da Google é um dos meios considerados como mais efetivos para conversão de compras na web.

- O Facebook é constantemente desafiado pela "fadiga de Facebook". Para ignorar o fator é preciso introduzir novas formas de interação", disse Ray Valdes, analista do Gartner, citando novos recursos como a interface de "linha de tempo" (Timeline) e a aquisição do aplicativo de fotos Instagram.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Pedido de patente da Apple nos EUA prevê iPhone feito de vidro

RIO - Um registro de pedido de patente com data de 22 de março feito pela Apple nos Estados Unidos prevê um aparelho eletrônico que se conecta a redes de celular, tem interface de computação móvel e media player feito totalmente de vidro. Descrito como um "tubo de vidro oco", o dispositivo que poder ser um futuro iPhone seria construído com um ou dois pedaços unidos, diz o documento arquivado no Escritório de Marcas e Patentes.

As especificações do aparelho incluem uma tela de cristal líquido sensível ao toque posicionada abaixo do tubo transparente e a vedação hermética das duas partes para criar um dispositivo eletrônico durável, resistente à água e esteticamente agradável - sem emendas na parte externa. Mesmo de vidro, o aparelho seria resistente a arranhões e choques. O documento menciona áreas em que o vidro será opaco, para proteger componentes.

A justificativa da mudança no design e material de produção do dispositivo cita o desafio que é para as fabricantes conectar tantos parafusos pequenos e várias camadas de materiais metálicos, "de modo que o processo de montagem pode se tornar demorado e complicado", diz a Apple.
Na quinta-feira, fontes da imprensa sul-coreana afirmaram que a Apple vai aumentar a tela do iPhone para 4,6 polegadas e lançará o próximo modelo por volta do segundo trimestre. A Samsung, que fornece telas para a Apple, já usa telas OLED de 4,6 polegadas no seu smartphone Galaxy S II.

Fonte: DIGITAL E MÍDIA

Facebook compra 750 patentes da IBM para se defender da Yahoo

SÃO FRANCISCO - O Facebook adquiriu centenas de patentes da International Business Machines Corp, conhecida popularmente pela sigla IBM, dizem fontes da Reuters. A rede social está fazendo a compra das licenças em um esforço para reforçar o seu portfólio de propriedade intelectual, após a Yahoo mover uma ação judicial contra a companhia.

As 750 patentes da IBM cobrem uma ampla variedade de tecnologias como software e redes, segundo uma pessoa próxima ao assunto. Um porta-voz do Facebook disse que a empresa não irá fazer nenhum comentário sobre a aquisição e a IBM também não se pronunciou sobre o caso.
A Yahoo está processando o Facebook e moveu no início do mês um processo contra a rede social acusando a companhia de violar dez de suas patentes - incluindo licenças de tecnologia para a publicidade on-line.

Um clássico método de defesa entre as empresas acusadas de violar patentes é o de fazer uma "contra ameaça" à acusadora usando suas próprias licenças. Mas a Yahoo possui mais patentes de tecnologia do que o Facebook. Antes da compra das licenças da IBM pela rede social, a Yahoo tinha mais de 3.300 patentes e pedidos de patentes publicados, de acordo documentos do governo dos Estados Unidos.

Ao Facebook foram concedidas 56 patentes e 503 aplicações de patentes até 31 de dezembro do ano passado no país, informou a empresa em um comunicado recente à Securities and Exchange Commission. A maior rede social do mundo está se preparando para uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) que pode avaliar a empresa em até US$ 100 bilhões e solucionar questões legais é uma urgência para a companhia.

O Facebook também teve 33 patentes e 149 pedidos de patentes registrados em países estrangeiros, de acordo com os documentos do IPO. A empresa com sede em Menlo Park, Califórnia, pretende levantar US$ 5 bilhões com a abertura de capital aguardada por muitos investidores.

- Eles precisam ter mais armas em seu arsenal - disse Thomas Scott, um advogado do Goodwin Procter LLP, em Washington, à Bloomberg.

Não foi revelado o valor pago pelo Facebook pelas centenas de patentes da IBM. Mas, segundo fontes, as empresas de tecnologia que buscam construir portfólios têm pressionado os compradores a pagar preços altos por suas licenças de propriedade intelectual. A Google fechou um acordo para adquirir a Motorola Mobility no ano passado por US$ 12,5 bilhões e disse que o conjunto de patentes foi o principal motivo para realizar a transação.

O acordo entre Google e Motorola ocorreu logo após a Nortel Networks vender cerca de seis mil patentes por US$ 4,5 bilhões a um consórcio liderado pela Apple, depois que a Google desistiu de disputar o pacote.

A transação entre IBM e Facebook foi revelada primeiro pela Bloomberg.

Fonte: DIGITAL E MIDIA

quinta-feira, 22 de março de 2012

PF prende em Curitiba acusados de manter site racista e homofóbico

SÃO PAULO - A Polícia Federal em Curitiba deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Intolerância e prendeu Emerson Eduardo Rodrigues e Marcello Valle Silveira Mello, acusados de manter um site que trazia mensagens de apologia de crimes graves e de violência contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus, além de incitar abuso sexual de menores.

Rodrigues seria o responsável, de acordo com a Polícia Federal, pelo domínio silviokoerich.org. No espaço, ele postava fotos de mulheres ensanguentadas, dizendo que elas mereciam morrer por manterem relações com homens negros. Usando o apelido “Búfalo Viril”, o suspeito também chegou a postar uma mensagem de apoio ao homem de 22 anos que quebrou o braço de uma moça de 19 anos, em Natal, após ela ter se recusado a beijá-lo.

Após o massacre de Realengo, que deixou 12 crianças mortas no ano passado, o site trouxe uma mensagem afirmando que o “búfalo estava rindo” do acontecimento.

Em outro conteúdo, o “búfalo viril” trazia comentários sobre a “impossibilidade” da Polícia Federal em localizá-lo, por ter seu site hospedado em um provedor fora do Brasil.

As investigações foram conduzidas pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos, uma Unidade Especializada da PF. A unidade vinha recebendo várias denúncias contra o domínio.

No site da ONG SaferNet, onde se monitoram casos de apologia à violência e racismo, foram registraram 69.729 (até 14.04.12) pedidos de providências a respeito do conteúdo criminoso, um número recorde da participação de populares no controle do conteúdo da internet brasileira.

A PF ainda cumpre mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal para examinar residências e locais de trabalho dos criminosos em busca de elementos materiais da responsabilidade criminal. O suspeito pode responder pelos crimes de incitação/indução à discriminação ou preconceito de raça, por meio de recursos de comunicação social (Lei 7716/89); incitação à prática de crime (art. 286 do Código Penal) e publicação de fotografia com cena pornográfica envolvendo criança ou adolescente (Lei 8069/90-ECA).

Na decisão judicial que decretou a prisão preventiva dos criminosos, consta que “Elementos concretos colhidos na investigação demonstram que a manutenção dos investigados em liberdade é atentatória à ordem pública. A conduta atribuída aos investigados é grave, na medida em que estimula o ódio à minorias e à violência a grupos minoritários, através de meios de comunicação facilmente acessíveis a toda a comunidade. Ressalto que o conteúdo das ideias difundidas no site é extremamente violento. Não se trata de manifestação de desapreço ou de desprezo a determinadas categorias de pessoas (o que já não seria aceitável), mas de pregar a tortura e o extermínio de tais grupos, de forma cruel, o que se afigura absolutamente inaceitável.”

Em nota, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República elogiou a operação da PF.

“Este caso emblemático reforça a importância da ampla divulgação da central Disque 100, para que o Estado, a partir do olhar atento da sociedade, da Justiça e dos órgãos de segurança pública, possam identificar e combater crimes semelhantes a este em todo o território nacional”

O Disque 100 é um serviço nacional de denúncia contra violações aos direitos humanos.

Fonte: O GLOBO

Bairro do Recife abriga escritório de novas empresas e polo de tecnologia

Recife é o endereço da inovação no Brasil: mais de 200 empresas produzem e exportam conhecimento.

É a periferia de um mercado ainda emergente. Recife, a planície que já foi mangue e palco do manguebeat, inusitada mistura de maracatu, rock, hip hop, funk e música eletrônica.

Terra de Chico Science, o ícone do renascimento cultural de Pernambuco nos anos 90. A estátua de Science, na rua da Moeda, não permite que ninguém esqueça. Mas na outra esquina é o novo CEP da inovação tecnológica do Brasil.

O endereço é o bairro do Recife Antigo. Cenário do auge e da decadência de Pernambuco. Era do porto que vinha a riqueza do estado nos anos do açúcar. Com o fim do ciclo exportador, os prédios foram sendo abandonados e na última década com a instalação de um polo de tecnologia, os escritórios das novas empresas ocuparam velhos armazéns de açúcar, bancos, o antigo comércio. Revitalizar o porto para reinventar a economia da região.

Duzentas companhias, seis mil funcionários, R$ 1 bilhão em faturamento. O bairro já ficou pequeno. Coisa mais difícil no local é estacionar, os prédios antigos não têm garagem subterrânea e quase todo mundo vai trabalhar de carro.

A área é zona azul digital. Procurar pelo vendedor de talões vai parecer antiquado. O motorista paga pelo período por meio do celular e é via rede que o agente de trânsito checa a placa do carro.
"O usuário ompra os créditos pela internet, ativa o cartão ele mesmo pelo aplicativo ou pela ligação que ele faz", explica o diretor de tecnologia da Sertel, Alberto Vandrunen.

Soluções de mobilidade urbana é a especialidade de uma empresa nascida e ancorada no porto. É dela o software que no Rio de Janeiro gerencia o aluguel de bicicletas. Pelo aplicativo do celular, é possível saber onde fica o estacionamento mais próximo. Alugar, pagar e devolver em outro ponto.

Os 99% dos clientes que compram a tecnologia produzida no Porto Digital estão fora de Pernambuco. Há dez anos, antes do polo, o Recife não exportava ideias inovadoras, exportava cérebros.

"O que antes era uma fuga de cérebros para fora, a gente está atraindo capital humano para trabalhar ou empreender em Pernambuco", fala o consultor de empreendedorismo do Porto Digital, Eiran Sims.

A rede social do C.E.S.A.R - Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, divulga oportunidades de emprego todos os dias. Atrás de uma delas que o engenheiro de Belo Horizonte, Henrique Foresti, desembarcou.

"Então hoje eu vejo o Recife como um cartão postal na área de tecnologia do Brasil. é muito positivo estar por aqui sim".

Henrique trabalha num projeto de R$ 6 milhões. O Vant, Veículo Aéreo Não Tripulável, foi importado dos Estados Unidos depois de uma longa burocracia. É um equipamento bélico, mas com o software brasileiro, vai servir para monitorar as redes de transmissão da hidrelétrica do São Francisco. Ele é totalmente autônomo, capaz de decolar com uma missão, executar e voltar para base, mas durante o voo ele vai mandando imagens da atividade por meio dessas câmeras instaladas. Uma delas é térmica e prefeita para mostrar possíveis defeitos numa rede de transmissão.

"A gente acredita que Recife tem um encontro marcado com o sucesso que é inadiável", fala o diretor de negócios do C.E.S.A.R, Guilherme Cavalcanti.

É recente o grafite na entrada da incubadora, onde crescem os embriões de novas empresas. O polo não é mais só software, hardware e chip. É sede da chamada economia criativa. Produtores de conteúdo para quem a tecnologia é só uma ferramenta. Vale a criatividade dos talentos.

Nessa segunda década, o Porto Digital que não é só software, hardware e chip, o que cresce dentro dos prédios é a chamada economia criativa, formada por empresas produtoras de conteúdo, que usam a tecnologia como ferramenta. A matéria-prima delas é a criatividade dos talentos.

"É uma forma de relaxar e de parar para pensar, chega ao trabalho, você não está conseguindo pensar direito nele, você vem pra cá, dá uma relaxada pensa um pouco e volta com todo o gás", avisa a ilustradora Valeska Martins.

A Dacor faz jogos voltados para educação e é uma das representantes dessa nova geração do porto. "É fisgar os alunos e conquistá-los para que eles tenham o desejo de continuar se desenvolver em música", diz o diretor da Dacor, Américo Nobre Amorim.

O jogo que ensina a tocar bateria foi o aplicativo de celular e tablet mais vendido na Europa e nos Estados Unidos, em 2010.

Os empresários apostam também em software que ensina música em escolas públicas e particulares com linguagem de videogame atende alunos de várias idades.

No lugar da partitura, o software acelera o aprendizado na sala de aula, o que um aluno no método tradicional, levaria de seis a oito meses para começar a entender, eles aprendem em três meses.

Quando se lançou para o mundo, na década de 90, a banda pernambucana Mundo Livre S/A precisou da tecnologia instalada no Sudeste para produzir seus CDs.

Agora, o Porto Digital deve ser uma alternativa para as novas bandas da rua da Moeda, onde nasceu o manguebeat de Science. No segundo semestre, começarão a ser instalados estúdios de gravação de CDs, estúdios de cinema. Um polo cultural digital.

(O texto original desta reportagem dizia que Américo Nobre Amorim é diretor da Jynks. A informação correta é que Américo Nobre Amorim é diretor da Dacor, empresa que produz jogos e aplicativos que ensinam música).

Fonte: JORNAL DA GLOBO

quarta-feira, 21 de março de 2012

Pirate Bay lança servidores aos céus para fugir de censura

A justiça alemã determinou que o site RapidShare, focado no compartilhamento de arquivos, filtre ativamente todo o conteúdo pirata depositado por usuários em seus servidores. As informações são do site The Verge.

De uma forma geral, sites de compartilhamento não são obrigados a verificar, previamente, os arquivos depositados por seus usuários.

Com a modificação, a atividade de sites do tipo pode se tornar impraticável, devido aos altos custos. Como é praticamente impossível verificar cada um dos materiais inseridos, o Rapidshare, segundo a reportagem, deve desenvolver um programa específico para isso.

O Rapidshare deve apelar da decisão, mas já realizou algumas mudanças para evitar o compartilhamento de conteúdo pirata. Uma delas foi reduzir a velocidade do download de arquivos para fazer com que usuários anônimos, que não pagam pelo serviço, façam uma assinatura.

A medida vem poucos meses depois da polêmica que tirou do ar o Megaupload.

Fonte: IT WEB

Nos EUA, empregadores agora exigem que candidatos informem a senha do Facebook

Pouco antes de chegar a uma entrevista de emprego recente, o que Justin Bassett esperava eram as perguntas usuais sobre experiência profissional. Mas ele foi surpreendido pelo entrevistador, que queria saber também a sua senha do Facebook.

Bassett, que é estatístico e vive em Nova York, recusou-se a informá-la e desistiu da vaga, alegando que não queria trabalhar para uma empresa que fuça esse tipo de informação. Mas seu caso não é isolado, pois várias empresas americanas vêm exigindo a mesma coisa de seus candidatos, e muitos não podem se dar ao luxo de dizer não.

Foi o que aconteceu com o guarda Robert Collins em 2010, quando voltava de uma licença após a morte de sua mãe. O Departamento de Segurança Pública de Marylan pediu que ele informasse a sua senha na rede social para checar se ele possuía alguma conexão com membros de gangues.

—Eu precisava do meu emprego para alimentar minha família. Eu tinha que dar (a senha) - afirmou Collins.

A prática vai além da checagem que departamento de recursos humanos já faziam sobre o conteúdo publicado por quem busca um emprego na companhia a pretexto de conhecer melhor o futuro funcionário. Pedir a senha de um candidato é mais comum entre órgãos públicos, especialmente entre polícias e serviços de atendimento a emergências.

— É como exigir as chaves da casa de alguém — disse Orin Kerr, professor de direito da Universidade George Washington e ex-promotor federal, que classificou a prática de "uma flagrante violação de privacidade."
A legalidade do expediente está sendo questionada, e projetos de lei no Illinois e em Maryland querem proibir órgãos públicos de fazerem isso.
Empresas que não chegam a exigir as senhas têm tomado outras medidas, como pedir aos candidatos que adicionem na rede social funcionários do departamento de recursos humanos da companhia ou acessem o site na frente do entrevistador. Alguns profissionais já empregados também têm sido obrigados a assinar um acordo que os proíbe de criticar o empregador nas redes sociais.

Outras companhias também estão usando programas de computador que vasculham os perfis dos candidatos no Facebook. Entre elas está a gigante Sears, que solicita aos proponentes a uma vaga na varejista que acessem a página da empresa por meio do login no Facebook. Dessa forma, o aplicativo consegue informações como a lista de amigos do candidato. Um porta-voz da Sears, Kim Livremente, disse que o programa permite que a companhia atualize as informações de experiência do profissional no mercado de trabalho.

O Facebook não quis comentar os casos, dizendo apenas que proíbe "a solicitação de informações de login e acesso às contas por terceiros". Repassar senhas também é proibido pelos termos de uso da rede social. O Departamento de Justiça americano considera crime federal o acesso irregular a uma rede social, mas o próprio órgão disse recentemente no Congresso que esse tipo de violação não está sujeita a processo.

Fonte: O GLOBO

quarta-feira, 14 de março de 2012

Juiz determina bloqueio do dinheiro arrecadado por Michel Teló com 'Ai se eu te pego

O juiz da 3ª Vara Cível de João Pessoa, Miguel de Brito Lyra Filho, concedeu, nessa segunda-feira (12), liminar favorável às estudantes Marcella Quinho de Ramalho, Maria Eduarda Lucena dos Santos e Amanda Borba Cavalcanti, que se dizem coautoras da música 'Ai se eu te pego', hit que se tornou sucesso internacional na voz do cantor Michel Teló em 2011. Todo o dinheiro arrecadado com a venda ou distribuição da música está bloqueado, de acordo com a decisão assinada pelo magistrado paraibano.

No documento, o juiz cita ainda e Editora Musical Panttanal Ltda, a cantora Sharon Acioly, o compositor Antônio Diggs, a empresa Teló Produções Ltda, o cantor Michel Teló, a Gravadora Som Livre Ltda e a Apple Computer do Brasil Ltda. “Concedo a medida cautelar para determinar que os 1º, 2º, 3º, 4º e 5º promovidos - Editora Musical Panttanal Ltda, Sharon Acioly, Antônio Diggs, Teló Produções Ltda e Michel Teló apresentem balanço contábil de faturamento com a música “Ai se eu te pego”, consignando judicialmente a receita/lucro, mantendo o crédito indisponível até o trânsito em julgado da presente demanda”, afirma o juiz em sua decisão.

De acordo com o advogado Miguel de Farias Cascudo, um dos representantes das estudantes, já foram encaminhadas cartas de citação a todos os réus no processo movido pelas paraibanas. Todos os citados no documento - exceto a Som Livre e a Apple - têm um prazo de 60 dias para apresentar um balanço contábil do que foi arrecadado com a música. A medida tem efeito retroativo, ou seja, em caso de vitória das paraibanas, elas terão direito à participação nos lucros desde que a música foi gravada até hoje.

Nesse período, o dinheiro ficará numa conta à disposição da Justiça, até que a decisão final do processo seja tomada. Já a gravadora Som Livre Ltda. e a Apple do Brasil Ltda. terão que consignar judicialmente "toda e qualquer importância financeira arrecadada com operações comerciais, nacionais e internacionais relativas à música 'Ai se eu te pego', mantendo o crédito indisponível até o trânsito em julgado, no prazo de cinco dias, sob pena de multa diária no valor de R$ 50 mil”.

O magistrado determinou, ainda, segundo o advogado das estudantes, que o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) seja notificado para que também passe a depositar os ônus da música em medida de consignação judicial.

Segundo Miguel de Farias, o objetivo das estudantes é obter reconhecimento pela coautoria da música e, consequentemente, participarem dos lucros com a propagação do hit. Segundo elas, a música foi composta em uma viagem à Disney, mas a cantora baiana Sharon Acioly a teria registrado em seu nome. Desde que o hit foi gravado pelo cantor Michel Teló e virou febre internacional, as paraibanas tentam reaver o direito sobre a composição
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Fonte: UOL

terça-feira, 6 de março de 2012

Domínio para sites pornográficos motiva processos

Três meses depois do lançamento do domínio "pornográfico" .xxx, já foram abertos dez processos contra o registro de sites nesse segmento com o nome de empresas e pessoas respeitáveis, afirmaram pessoas familiarizadas com o assunto na segunda-feira.

Fontes na Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi) reportaram que entre as queixas quanto ao domínio .xxx estão reclamações de bancos, de uma joalheria e de um site de varejo online.

O diretor-geral da Ompi, reportou que os casos de pirataria de nomes de domínio subiram em 2,5 por cento no ano passado, envolvendo o recorde de 4.781 sites. Cerca de 90 por cento dos processos foram resolvidos a favor dos queixosos.

Muitas personalidades, entre elas o ator Tom Cruise e o jogador de futebol Wayne Rooney, e grandes empresas, como o Barclays Bank e a Nestlé, saíram vitoriosas das queixas apresentadas à Ompi no passado.

Mas eram casos contra proprietários de sites registrados sob domínios já antigos e estabelecidos, tais como .com, .int e .org, ou que usavam sufixos geográficos, tais como .fr, para sites franceses.

Os piratas de endereços muitas vezes registram um nome de domínio na esperança de vendê-lo aos proprietários reais da marca. Também usam sites enganosos para atrair internautas para produtos e serviços.

O domínio .xxx entrou em operação em 6 de dezembro de 2011, depois de anos de debate na Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann) sobre como controlar a ampla difusão de pornografia na rede e tornar o sistema mais administrável.

Os defensores de um domínio especial argumentavam que ele permitiria que pais e empregadores controlassem mais o acesso a esses sites, bloqueando o domínio .xxx como um todo, e não sites separados.

Os críticos alegavam que os sites pornográficos registrariam novos domínios .xxx mas manteriam também os domínios .com e afins.

Fonte: Yahoo

domingo, 4 de março de 2012

Saiba como a lei encara ofensas pela internet

1) Existem leis específicas para crimes contra a honra cometidos pela internet?
Não. Ofensas feitas na rede são encaradas pela Justiça brasileira à luz dos mesmos artigos do Código Penal que se referem a comentários feitos em qualquer outro espaço.

2) O fato de a ofensa ter sido feito pela internet pode agravar a pena?
Sim. Um inciso do capítulo do Código Penal sobre crimes contra a honra diz que as penas aumentam em um terço "na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria", como é o caso da internet.

3) Declarações feitas de forma anônima podem redundar em processos?
Sim. Ocultar o nome na internet não garante o anonimato perante a Justiça. Com os dados do IP da máquina de onde partiu a ofensa, fornecidos pelo provedor da conexão, é possível localizar o autor de um comentário.

4) O provedor da conexão é obrigado a fornecer dados de IP do autor da ofensa?
Sob ordem judicial, sim. No entanto, não há nenhuma lei no Brasil que determine um tempo mínimo durante o qual os provedores são obrigados a guardar os dados de conexão de seus usuários.

sábado, 3 de março de 2012

Noivos não precisam pagar direitos autorais pela execução das músicas em casamento

O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) condenou o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) a restituir R$ 1.875,00 pagos por uma noiva, a título de arrecadação de direitos autorais, para poder executar músicas na sua festa de casamento. O orgão ainda terá que indenizá-la em R$ 5 mil por danos morais.

Para o juiz Paulo Roberto Jangutta, do 7º Juizado Especial Cível da Capital, casamentos são, por definição, festas íntimas e familiares sem intenção de lucro, logo, não há justificativa para a cobrança dos direitos autorais das músicas veiculadas.

O magistrado explica que, de acordo com o artigo 46 da lei federal nº 9610/98, a execução musical, quando realizada no recesso familiar, não havendo em qualquer caso intuito de lucro, não constitui ofensa aos direitos autorais.

“É razoável, portanto, que, para a ocorrência do crédito relativo ao direito autoral, o evento gere algum tipo de benefício àquele que o promove. O casamento é, por definição, uma festa íntima, na qual inexiste intenção lucrativa, seja de forma direta ou indireta. Festas de casamento podem ser realizadas com fim religioso, como celebração de um ritual civil ou como mera comemoração de uma realização pessoal, porém, não lhes é inerente qualquer aspecto empresarial, ainda que se trate de um evento de alta produção”, ressaltou o juiz na decisão.

Número do processo: 0402189-92.2011.8.19.0001

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Negócios da China

A polícia chinesa destruiu o sonho de qualquer applemaníaco: ter um fogão da marca iPhone na cozinha de casa.

O M.I.C. Gadget, que cita como fonte o news.163.com, diz que foram apreendidos cerca de 700 exemplares do fogãozinho pirata, com logo da Apple e tudo.

Não sabemos se os fogões foram recolhidos por apresentarem perigo (eles não tinham proteção contra incêndio) ou por desrespeitaram as marcas registradas da Apple.

Fonte: FOLHA.COM

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Falso botão "Não Curti"

A imagem ao lado foi extraída de uma alerta da Zdnet sobre mensagens falsas no Facebook dizendo que finalmente a ferramenta teria sido implementado um botão "Não Curti" (Dislike) na sua interface. Trata-se de um fishing clássico que leva o usuário incauto a uma página que promete instalar o referido botão mas, em vez disso, insta o internauta a compartilhar a mensagem com seus amigos na rede social e o leva a preencher pesquisas pelas quais os criminosos digitais faturam comissões. Esse tipo de post fraudulento vem se aproveitando do tema há tempos, diz o site.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Combate à pirataria mais flexível

SÃO PAULO – O Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) terá em 2012 a participação de duas instituições conhecidas por propor a flexibilização da lei de direitos autorais, o Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-Rio e o Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da USP (Gpopai).

O CNCP é o órgão do Ministério da Justiça responsável por propor medidas de prevenção, educação e combate à pirataria em todo o País. Neste ano pela primeira vez foi aberta uma seleção pública para a participação de diferentes órgãos.

“O critério no conselho e no painel é a capacidade de articular ideias em projetos e conduzi-los eficientemente. Escolhemos por perfil e pensando tanto na interação, no debate e em que redes de parceiros queremos mobilizar a partir de cada representante”, disse ao Link o presidente do CNCP, Paulo Abraão.

Para Abraão, tanto o CTS-FGV (instituição que trouxe ao Brasil as licenças Creative Commons) e o Gpopai (entidade que tem propostas para flexibilizar a lei de direitos autorais e legalizar o P2P) vão contribuir para “conhecer mais a fundo o funcionamento das cadeias produtivas da cultura e de outros setores intensivos na aplicação de direitos intelectuais”.

As instituições também ajudarão a “atualizar debates sobre a conciliação entre proteção de direitos e garantias de liberdades”. É, segundo ele, “o pilar da vertente econômica prevista para o Conselho”.

Também fazem parte do CNCP a Associação Brasileira de Empresas de Software, Associação Brasileira de Produtores de Disco, Grupo de Proteção à Marca, Motion Pictures Association e a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa, entre outras instituições.

Abraão explica que o conselho se reúne periodicamente para acompanhar os projetos do Plano Nacional de Combate à Pirataria, de 2009. Em 2012, o o principal desafio será integrar todos os setores envolvidos e se preparar para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Abraão também quer estreitar a relação do CNCP com o Ministério da Cultura, responsável pela Reforma da Lei de Direitos Autorais, e com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que abriga um grupo interministerial voltado à discussão da propriedade intelectual. “Isso se dá em uma via de mão dupla”, diz Abraão.

Fonte: ESTADÃO

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Obama defende equilíbrio entre copyright e liberdade na Internet

A indústria de conteúdos e a comunidade online têm de chegar a um consenso e trabalharem juntas na criação de um sistema qe proteja a propriedade intelectual sem que isso prejudique a liberdade de expressão nem a integridade da internet, defendeu Barak Obama.

O presidente dos Estados Unidos respondia a uma entrevista virtual feita com recurso ao Hangouts do Google+ em que uma das perguntas (selecionadas entre milhares e votadas pelos internautas) se referia ao tema.

“Na minha opinião, os dois lados têm de se juntar e trabalhar num sistema conjunto que proteja os direitos de autor, preservando a arquitetura-base que transformou a Internet naquilo que é hoje”, respondeu Obama.

Ainda na entrevista, relativamente às propostas legislativas, disse que os Estados Unidos podem proteger a propriedade intelectual de uma forma que não afete a integridade fundamental da internet como sistema aberto e transparente, ao contrário do que aconteceria se a SOPA e PIPA avançassem.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Após polêmica do SOPA, 22 países aderem ao ACTA

Aprovação do acordo gerou protestos nos países que assinaram; objetivo é combater a pirataria na internet e estimular a aplicação das leis de propriedade intelectual

Pouca gente já ouviu falar, mas ele já é uma perigosa realidade há quase cinco anos. O Anti Counterfeiting Trade Act - ou Acordo Comercial de Anti-Contrafacção (ACTA) -, projeto que alinha as políticas internacionais de proteção ä propriedade intelectual, foi assinado hoje por 22 países da União Europeia.

Entre os países que decidiram aderir estão Portugal, França, Reino Unido, Irlanda, Grécia, Itália, Espanha, dentre outros. As negociações do acordo começaram a ser firmadas em 2007, e em outubro do ano passado, Estados Unidos, Suíça e Japão assinaram. Outras nações que já haviam apoiado o ACTA incluem a Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Nova Zelândia, Jordânia, Marrocos, México e Cingapura. Nenhum país sul-americano assinou.

O Brasil tradicionalmente não adere a acordos internacionais de cujas negociações não tenha participado, embora parlamentares de direita já tenham se mostrado favoráveis ao acordo.

O ACTA

Considerado o SOPA internacional, o acordo conta com as mesmas prerrogativas do projeto de lei norte-americano, de combate à pirataria e proteção das leis de propriedade intelectual. Todavia o texto final do ACTA, redigido longe dos holofotes, prevê sérias sanções a acusados de pirataria on-line, incluindo o cerceamento do acesso à internet.

Na prática, o acordo concede maior poder às corporações de diversos segmentos - como filmes, música, moda e até remédios - enquanto sacrifica a liberdade não só dos usuários de internet, mas de todos os cidadãos, que passariam a depender exclusivamente dos serviços oferecidos pelas companhias.

Na internet, o ACTA prevê o rastreamento de todas as conexões, ou seja, o fim da privacidade e da segurança das informações pessoais. Se o usuário for flagrado cometendo algum ato caracterizado como "pirataria", recebe até duas advertências. Da terceira vez, é proibido de ter acesso ä internet. Por esses motivos, é um acordo extremamente impopular, embora conte com a adesão de quase todos os países da União Europeia - e a promessa da Alemanha, Holanda e outros.

Protestos na Polônia

A Polônia é um dos países que assinaram - em solo japonês - o acordo, longe da rebelião que tomou conta de Varsóvia. Centenas de pessoas saíram äs ruas para protestar logo após o anúncio feito pela rede local TVN24. Parlamentares de oposição usaram máscaras de Guy Fawkes - amplamente utilizadas por integrantes do Anonymous - em pleno parlamento, como forma de protesto.

O grupo ativista não ficou indiferente às manifestações. Durante a semana, sites do governo polonês foram derrubados por vários dias consecutivos, entre eles o site do primeiro-ministro e dos Ministérios da Cultura e Relações Exteriores. Apesar dos protestos, o primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que o país não irá recuar de sua decisão. Em declaração durante entrevista coletiva, Tusk garantiu que "não haverá concessões à chantagem brutal".

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vint Cerf, pai da internet:‘De tão danoso, Sopa precisa ser revisto’

O blecaute parcial na internet contra os projetos de lei antipirataria nos Estados Unidos demonstrou a capacidade crescente de articulação e manifestação via internet. Para o vice-coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV, Carlos Affonso, depois do papel de redes sociais como Facebook e Twitter na Primavera Árabe do ano passado, a chamada Web 2.0 ganhou uma interface engajada e não só colaborativa.

— Em 2007, a revista “Time” elegeu “Você” (You) como a Pessoa do Ano, em vez de uma personalidade individual. Naquela época, a Web 2.0 estava começando — lembra Affonso. — Quatro anos depois, “O Manifestante” foi o eleito pela mesma publicação, após os eventos no Egito e na Tunísia. E o blecaute de ontem não foi um protesto de ativistas — reuniu internautas, empresas, academia etc.

Para Affonso, os projetos de lei americanos deixam claras as diferenças entre os que defendem a propriedade intelectual e o direito autoral e aqueles que propugnam pelo direito à liberdade, privacidade e acesso à informação, marca registrada do ciberespaço.

— Esses projetos de lei tornam o direito autoral um “superdireito”, em detrimento daqueles outros direitos — frisa Affonso. — E é preciso lembrar que, caso aprovada, tal lei extrapolaria as fronteiras dos Estados Unidos. Veja que posts em blogs no Blogspot.com, posts em redes sociais como Facebook e Twitter são tratados tecnicamente nos Estados Unidos, mesmo que tenham sido originados no Brasil ou em outros países. Assim, a lei se aplicaria a eles e poderia censurá-los.

Rony Vainzof, sócio do escritório Opice Blum Bruno Abrusio & Vainzof Advogados, explica que ambos os lados — os estúdios, empresas de mídia e gravadoras que defendem o Sopa e os provedores de internet e empresas de tecnologia que se opõem a ele — querem, na verdade, combater a pirataria. A questão é o procedimento escolhido para tal.

— A celeuma toda está na forma como se quer combatê-la, já que o projeto prevê acesso prévio aos conteúdos postados — opina Vainzof. — Hoje, se um provedor posta conteúdo não autorizado e é notificado pelo detentor do direito autoral, ele deve tirá-lo do ar; caso não o faça, então irá responder judicialmente. Essa é a forma correta de lidar com a questão, a meu ver.

Vint Cerf, um dos pais da internet, que escreveu uma carta ao Congresso americano explicando que a manipulação do sistema de domínios da internet previsto na lei não funcionaria, disse ao GLOBO por e-mail que o problema da pirataria e da violação de direitos autorais é real, mas o “remédio” proposto é amargo demais.

— Os projetos são tão danosos às liberdades da internet que realmente precisam ser reconsiderados — afirma Cerf. — As comunidades legislativa e tecnológica precisam trabalhar juntas para encontrar meios de proteger a propriedade intelectual ao mesmo tempo que preservam os valores abertos da internet.

A advogada Patrícia Peck Pinheiro, em artigo sobre o tema, concorda com Vint Cerf. “Para haver eficácia jurídica e coibição da prática de crimes como falsa identidade, distribuição de conteúdo não autorizado, pirataria, plágio etc, qualquer medida legal necessita envolver os provedores de acesso e provedores de páginas que permitem publicação de conteúdo por terceiros e empresas de hospedagem de sites. Caso contrário, uma lei ou uma ordem judicial não conseguirão atingir a eficácia plena nas medidas destinadas a reestabelecer a ordem jurídica no combate aos crimes na internet”, escreve Patrícia.

— Os dois lados estão muito extremistas — diz a advogada. — De um lado, a indústria não quer repensar seu modelo de negócio, e de outro as empresas de tecnologia protestam tirando sites do ar? No fim das contas, quem perde com essa briga é o usuário. Uma lei não pode ser imposta, é preciso que os dois lados trabalhem juntos, de fato.